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quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Se já acabou novembro, então fecha aí a porta da senzala

Em novembro com o dia da consciência negra, temos sempre uma boa oportunidade para falar da cultura afro, mas daí o mês acaba e então se fecha novamente a porta da senzala. Para mudar essa realidade o mais interessante seria introduzir nas escolas estudos sobre a historia afro-brasileira e Africana como matéria, até mesmo para desconstruir essa imagem estereotipada que temos dos negros.

Desde que entramos na escola até a universidade, aprendemos um pouco de cada coisa, aprendemos também a idolatrar alguns ídolos da historia da humanidade, mas, a maioria dos nomes que conhecemos são Europeus. Um grande exemplo é Napoleão Bonaparte, que era branco e europeu, aprendemos também em religião, sobre Jesus e seus anjinhos, todos brancos de olhos azuis, temos também heróis nacionais, como Tiradentes, não sei se por coincidência mas é muito parecido com a imagem de Jesus também.

Apesar de ignorarmos essa parte da historia o berço da civilização é africano, a maioria dos filósofos foram estudar no Egito, mas aqui pertinho mesmo temos heróis que podem ser levados em consideração, quantos alunos do ensino fundamental podem discorrer, sobre Nelson Mandela e o apartaid? Ou sobre Martin Luther king e sua luta constante contra a Ku Klux Klan?

Muito se fala que o negro brasileiro não honra sua raça e que muitos não sabem de suas raízes e os comparam com os negros americanos, mas como já dizia João Ubaldo Ribeiro, “Quem tem raça é cachorro”, como pode-se saber se suas raízes se elas são ignoradas? Se a única historia que conhecemos do negro, é a da escravidão, da opressão, dos coitados negros trazidos em navios negreiros, de fato os são, mas temos muito mais, a saber, sobre isso, temos heróis com a pele cor de carvão, e porque não?

Mas essa não é uma idéia nova, nem muito menos minha já existe essa lei que estipula o ensino da historia afro-brasileira em sala, mas quem ensinar essa matéria se não foi preparado para isso? Falta então dar a condições para essa lei sair do papel e para torná-la real, concreta, falta a especialização de professores e material adequado. Enquanto isso não acontece, continuamos realizando eventos no mês de novembro fazendo o possível para conseguir atingir a todos em um curto período de tempo, o chamado mês da consciência negra.

Artigo de opinião mal feito pra aula de produção de texto. eu trao as correçoes da professora aqui um dia =]
haaaaaaa tava com saudades daqui!

Por; Mauricia Nathalee

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